Somos Inteligências Compostas.

Updated: Mar 11

© Sérgio Spritzer, 2021


A compreensão de que cada um é ponto de convergência de uma relação com tantos outros pontos como um nós de uma rede de relações humanas muda a compreensão do eu como o da caveira solitária por Hamlet, personagem de Shakespeare: “Ser ou não Ser”, não é a questão. Nem ter ou não ter.


Somos ou não somos uma espécie humana com um senso de coletividade, eis a questão. Se somos pontos de uma rede de implicações entre vários outros, temos a responsabilidade de nos posicionar em face disso. Não estamos sós com o mundo aos nossos pés. Sendo redes em redes, a mudança de cada um não garante a mudança da relação.


O querer pessoal é coletivamente gerado mais do que o sujeito imagina.


A propaganda, por exemplo, é a “alma” do negócio, sim. Mas não é “o” negócio, de fato. Ele é gerado ela interação entre pessoas e não pela indução de uma pela outra. É composto pelo interesse em comum e não pelo interesse unilateral.


Inicialmente as pessoas em busca de terapia ou orientação de vida, casais, grupos e equipes, vem com demandas muito egoístas. Eu quero que eu.... Ou Eu quero que ele(a)...Ou ainda: Eu quero que eles (os colaboradores) ....


Raramente eu recebo pessoas querendo examinar de fato a relação de si consigo e de si com os outros, ou seja, a fenomenologia composta e as formas de interação que as sustentam ou inibem.


Preferem ficar nas suas posições pessoais sem interagir com as dos outros. Isso, reiteradamente não funciona. Sem interagir não podemos posicionar e sermos posicionados. Se não marcamos posição em relação aos outros como um certo outro vai saber dela?


Não basta querer que o outro saiba de você ou que compreenda o que você quer da posição dele. É preciso oferecer posições de si e ajudar o outro a perceber as dele para haver a interação de fato.


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