A Admirável Imaginação Nova. O Imaginário para o Século 21

Atualizado: 11 de mar.

Sérgio Spritzer © 21 de maio de 2021. Novas formas de midiatização se sobrepõe as formas tradicionais: mídias escritas, televisivas e telefônicas são compostas e elevadas a novas potências que isoladamente com a internet, as tele reuniões, os eventos “híbridos” (experiências virtuais combinadas com presenciais), e, não muito longe no futuro, as projeções das nossas presenças em três dimensões com sensores de toque e, com o tempo, de sensação de volumes, movimentos, gostos e odores.


Imaginem o trabalho que a nossa mente vai ter para pilotar sem ser pilotada por essa complexidade midiática. São modos muito diferentes dos tradicionais modos de ver ouvir e sentir a natureza humana, biológica e física.


Precisamos desenvolver nossa competência imaginária para não sermos tomados por esse “Maravilhoso Mundo Novo”. A tendência é haver uma nova psicobiologia para dar conta dessa nova realidade “artificial”.


Uma competência imaginária nova está em formação. Nem sempre as realidades artificiais nos oferecem melhores possibilidades que as antigas realidades naturais. Nas chamadas “realidades artificiais” abundam informações mal digeridas a respeito do que acontece seja consigo (como nos sensores de performance de saúde) seja com outros (como nas câmeras de vigilância), aparecendo como uma cascata linear de experiências, sem um ponto de parada e o consequente exame do que está se passando.


Também nas realidades artificiais, sendo apenas tratadas como binárias e planas como nas pequenas telas de uma videoconferência, ou em uma nuvem de números de uma rede de dados.


O desafio é decodificar tais realidades binárias em realidades analógicas, ou seja que possam ser imaginadas de uma forma que faça sentido entre seres humanos e não entre máquinas."

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