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Conversando com o seu problema

Atualizado: 30 de out. de 2023

Sérgio Spritzer, junho de 2022 Sumário: 1. Você já conversou com o seu problema hoje?

1. Você já conversou com o seu problema hoje?

Preste atenção para o modo como o problema se manifesta como um fenômeno sentido e não, ainda, como um fenômeno visto ou ouvido. Num primeiro momento é isso mesmo, sentir. É em modo interoceptivo, examinar uma experiência sentida por dentro, visceralmente, como se estivesse sentindo um desconforto dentro do corpo, após uma refeição pesada, uma dor de cabeça, ou algo do tipo. Pode ser uma espécie de mal estar, incômodo, sensação de estar trancado por dentro, parado na vida, culpado, hostilizado. Seja como for é uma forma de sentir. Preste atenção se a forma de sentir vem com uma falação interna do tipo: “que porcaria! eu não mereço X”, “ele(a) é um safado”, “fulano deveria…X”. Suspenda esse tipo de falação interna, os pré-julgamentos.

2. As posições mentais oscilam entre si. Concentre-se.

Perceba como sua mente vai precisar ir e voltar da posição associada oscilando entre ouvir e ver o que sente, até “pegar”, capturar, o modo como ele aparece. É uma experiência mental análoga à experiência física de estar andando e sentir algo desconfortável no pé. Ainda não sabe do que se trata, mas sabe que há algo errado aí. E não é um juízo de valor e sim uma experiência vivida. Culpa é sim um juízo de valor, mas como experiência é um fenômeno vivido, seja qual for a sua interpretação. Se focar no modo experiência, vai examiná-la. Se não, vai cair em uma falação interna sem direção nem sentido. Isso só piora as coisas e serve para examinar nada.

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