Afinal estamos ou não estamos dentro de bolhas?

Atualizado: 11 de mar.

©Sérgio Spritzer, 2021 Muitos de nós se queixam que estamos vivendo em bolhas de relacionamento. Como poderia ser de outra forma? Somos animais territoriais.

Examinemos a nossa atmosfera, por exemplo, é uma imensa bolha volta e meia rompida por projéteis que enviamos ao espaço. Já rompemos essa bolha cósmica e enviamos pessoas a lua e em breve para marte.


O nosso chão nos limita embaixo e volta e meia perfuramos em busca de petróleo e colocamos artefatos as zonas mais profundas e “antinaturais” da nossa existência nesse planeta.


Se somos assim tão arrojados em furar as bolhas da realidade física, por outro lado somos muito bons em criar bolhas sociais e de comunidade.


Mais ainda em criar bolhas pessoais e de grupo. Mas temos a plena consciência de que estamos dentro das bolhas que criamos. Inventamos deuses que dão conta dessa transcendência.


Como cientistas aprendemos a ignorar o desconhecido e examiná-lo de forma sistemática até torná-lo cognoscível, claro, ao nosso modo, humano. Nos limitamos a examinar a realidade de acordo com a nossa forma de examinar.


A forma como aprendemos a realidade é função direta da forma com podemos examiná-la pelos nossos sentidos e de acordo com a nossa competência propriamente humana de pensar. "

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