Interagindo Através das Telas

Atualizado: 11 de mar.

Sergio Spritzer 2021. 01 junho.

Uma vez a terra era plana e o pensamento humano, também. Antes de ser plana a terra era linear e o pensamento humano, da mesma forma: como a dos andarilhos nômades, só deixávamos rastros pois não tínhamos tempo para parar e pensar.


Ao se fixarem as primeiras tribos, as pessoas começaram a interagir e interagindo, criaram as primeiras pistas de o que viria a ser uma vida em comunidade: as pinturas rupestres.


Desenhos de pessoas e animais fixados nas cavernas e pedras ao redor indicando que ali existia não só uma pessoa, mas um conjunto delas, interagindo entre si e com o mundo além de si, caçando ou contemplando o mundo. As mãos pintadas com pigmentos vermelhos indicavam: aqui estou eu, que desenha isso. Um primeiro movimento de reflexão.


Onde esta o eu e o nós do grupo? É um mistério até hoje em plena transformação tecnológica. Mesmo usando a fala e a escrita que se produzem de forma linear, o falante e o escritor evocam representações mentais em vários espaços/tempos mentais de si, de outros, de coisas e de relações entre esses existentes, transformam essas relações em contos, narrativas, usam o pensamento logico analítico para examinar como elas ocorrem.


Ao usar superfícies planas aprendeu a desenhar outras dimensões e projetá-las aí, nesse plano e nos limites de um certo espaço e delimitar um certo tempo para examinar essa realidade, assim vieram os croquis, as planilhas, a matemática e a geometria ganharam destaque e nos últimos séculos da civilização, adveio o método científico usando um processo de observação sistemática, quer dizer, delimitando o que se observa e repetindo a observação, que é a experimentação, usando a matemática, calcular o que se repete de forma interessante e então tirar conclusões. Elas são sustentadas por abstrações matemáticas.


Entretanto, elevando-se a potência do método para realidades hipercomplexas com as de alta tecnologia, com uma quantidade e qualidade de informações literalmente impossível de ser imaginada, nossa civilização tem delegado aos aplicativos que a gente cria a função de oferecer dados que seriam “a” realidade que percebemos ou que deveríamos perceber....


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