Ninguém diz diretamente o que pensa.

Atualizado: 11 de mar.

© Sérgio Spritzer 2022 Precisa se valer de uma analogia: algo que possa ser visto, ouvido, feito e sentido fisicamente para daí “extrair” e “captar” a ideia.


Ela é uma abstração, a representação mental evocada. Nós de fato pensamos por analogias e não de forma abstrata.

Se cada uma das pessoas imagina, faz uma representação sensorialmente evidente do que pensa de si e/ou dos outros, então temos uma fenomenologia do imaginário a ser examinada e composta entre eles. A pergunta básica é como saber o que eu, o outro e os outros têm em mente, se formos capazes de constituir uma unidade composta de representações do que nos interessa, seguimos em frente. Se não, viramos executores de um comando do qual não fazemos ideia e não somos capazes de tomar posições em relação a ele como seres em interação.


Não fazer ideia do que se quer, se faz, do que o outro compreende e faz é um problema grave para a maioria das relações humanas em qualquer campo de vida.

©© Copyright Neurocom Sérgio Spritzer