Nunca imaginei que "X" poderia ser capaz de uma coisa destas

Atualizado: Fev 5

Janeiro 2021 | Sergio Spritzer©


"Nunca imaginei que isso fosse tão fácil...

Nunca imaginei que X poderia ser capaz de uma coisa destas.

Eu me surpreendo se você não soubesse que isso não seria possível.

Não sei como a gente não viu que isso não podia ser assim.”

Afirmações como essas colocam em evidência a função do imaginário. Se você não compreende é porque não imagina.


Quando aprender a imaginar o que acontece, vai adotar naturalmente as posturas e atitudes que lhe fazem sentido.


Mesmo um cego congênito, surdo, mudo ou mesmo paralítico em cadeiras de rodas precisa imaginar-se andando em um ambiente para poder circular nele. Imaginar é uma função mental e tem bases psicobiológicas como tal. Não pode ser reduzido às percepções, sensações, sentimentos, emoções, pensamentos que sustenta e sobre os quais ele permite operar como um sistema funcional fundamental para sabermos da nossa existência no mundo.


Entretanto, o funcionamento dele é confundido com o das percepções ou do pensamento. Obviamente guarda relações com eles, mas não outras dimensões funcionais. Com um mínimo de percepções, imaginamos. Com um mínimo de pensamento, operamos com a imaginação. A inteligência é justamente fazer mais com menos imaginários a disposição. A imaginação é irredutível aos modos de perceber que lhe dão sustentação ou pensar que opera sobre ela oferecendo possibilidades.


Então estamos tratando de um fenômeno de qualidade própria que merece um campo de investigação que não perca o foco reduzindo-o ora a ideias, ora a percepções.


O campo do imaginário é organizado em formas de espaço e tempo. Nelas vemos, ouvimos, sentimos e pensamos. Fora delas nada nos faz sentido. Dentro de um universo espaço temporal percebemos a nossa presença, a dos outros e das coisas e distinguimos padrões internos, externos e de relação com nossos semelhantes e com o ambiente, distinguimos quando tais. Padrões oscilam, mudam, transformam-se, quando estão localizados no espaço tempo passado, presente ou futuro. Nossa imaginação pode criar possibilidades de perceber outras formas de espaço tempo e testá-las em outras dimensões como racionalmente fazemos com teste de hipóteses, exame de processos alternativos, colocar-se no lugar dos outros, tudo isso porque as operações imaginárias acontecem entre unidades de espaço-tempo.


É como se fossemos “espíritos” que se movem pelo universo cósmico. Não se trata aqui de julgar, validar ou negar o conteúdo de verdade ou falsidade das operações do imaginário e sim apenas de constatá-las como fenômenos a serem examinados com uma metodologia que certamente não se reduz ao modelo experimental de investigação. Alias ele mesmo é uma das formas de controle do imaginário para “ extrair” dele uma reação que só é interpretável dentro de estritos parâmetros nos quais foram pesquisados. A rigor, dois estudos, mesmo experimentais, não são exatamente iguais. Os cientistas aceitaram que discretas variações sejam, para fins de pesquisa, desprezadas. Na inovação científica e muito mais ainda na vida relacional humana as operações da imaginação não acontecem em ambientes controlados e sim em ambientes não controlados, instáveis e mal conhecidos. Neles a competência imaginária é elevada ao máximo.


Não é por acaso que existe relações de sentido entre o modo como um Einstein viaja em um raio de luz para compreender as relações entre matéria e energia e um xamã ou médium viajam pelo universo para saber da realidade do mundo da vida no aqui e agora. São vivências de expansão de consciência cada um em seu contexto. Todos não poderiam acontecer a não ser pelas operações do imaginário.

A clínica do imaginário. Incentiva a pessoa a representar o que ela quer expressar da melhor qualidade que possa fazer isso, usando uma variedade de possibilidades perceptivas e de posicionamentos espaço temporais. Quando a pessoa ou grupo é competente para “variar” suas formas de imaginarem a mesma situação desde diferentes modos de percebê-la, essas diferentes possibilidades tendem a entrar em coerência seja qual for o conteúdo considerado.

Experimente.

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