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O Pensar

Atualizado: 30 de out. de 2023

© Sérgio Spritzer 2023


Sem pensar não temos como compreender o ambiente, pessoas e por nossos próprios atos. Nossa capacidade de pensar se tornou radicalmente diferente das outras espécies quando nos tornamos capazes de construir e usar sistemas de códigos de linguagem falada e ouvida, gestos, posturas e atitudes, traço, desenhos e enfim, sistemas de escritas. Usando códigos cada vez mais genéricos e abstratos conseguimos construir sistemas de representação de realidades cada vez mais complexos e estudar esses sistemas para agir neles, como quem usa mapas para agir um território.


Aliás usamos códigos abstratos para construir mapas, com os quais nos orientamos para interagir com a realidade perceptível. Mapas de navegação só foram possíveis com o uso de ferramentas matemáticas. Mas elas de nada serviriam se não existisse a realidade perceptível para pensar como lidar com ela usando processo de codificação.


A complexidade dos códigos criados nos leva a estudá-lo intensivamente a tal ponto de desenvolvermos sistemas de tecnologias que para quem os estuda se assemelha às realidades que eles representam. É como se um navegador achasse que seu mapa de navegação equivale ao território que ele vai navegar ou que o menu de um restaurante equivale aos pratos que serão servidos. Códigos não funcionam assim.


Códigos e Dados não têm ideia de si. Não pensam. Quem tem ideia deles, são pessoas. Quando as pessoas não possuem ideia de si, mas somente do que utilizam, deixam de pensar no sentido do fazer. O objetivo dos códigos é promover a qualidade das relações humanas e não, existir por si só. Isso vale tanto em relação a dados linguísticos e matemáticos, quanto aos estatísticos.

Hoje, a ideia de uma inteligência de dados é não pensar na relação humana, o que seria uma contradição.


É necessária uma inteligência que pense nas palavras que falamos, escrevemos e lemos, além das contas e cálculos que elaboramos. Sempre foi uma forma de expressão exclamar que os números mostram os fatos e as palavras falam por si mesmos. Nesse sentido, falar em uma inteligência artificial que pense por si mesma é “força de expressão”, ou podemos de fato pensar nela como um ser semelhante?


Existem formas diferentes de fazer e de compreender. Você pode compreender e não traduzir isso em um sistema de códigos, o que seria o explicar. Compreender é sinal de inteligência. Explicar é uma questão de tradução do compreender para um sistema de códigos de linguagem. Por exemplo, gênios como Newton e Einstein compreenderam seu objeto do estudo em insights muito breves, mas para traduzir e provar isso através de sistemas codificados, levaram muitos anos.

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