O que existe dentro das palavras?

Atualizado: 11 de mar.

© Dr. Sérgio Spritzer, 2021


O código falado e o escrito não têm nenhum sentido dentro deles. Apenas pontuam e regulam a interação humana. Acionam o imaginário relacional, mas não é ele, o fenômeno relacional. Embora ninguém discuta a existência da relação humana, ela não tem sido examinada como fenômeno subjetivo entre pessoas, seja como experiência intrapessoal, interpessoal ou coletiva.


Por mais que se estude a “natureza” das expressões faciais, mímicas, gestos e posturas, eles são indicadores dos padrões relacionais, mas não a sua presença como tal. Não são o fenômeno relacional. Quando acionados, aí sim, tal como as palavras, geram padrões relacionais.


Em nosso imaginário do mundo físico, o fenômeno é dado em si mesmo para a percepção. No universo relacional, há sempre um observador implicado na observação e uma relação de sentido que aparece dessa relação.


Os modelos da física contemporânea já interrogam a relação entre a posição do observador e o que é observado.

A discussão na física contemporânea é se tal observador é uma forma de percepção humana, subjetiva, ou objetiva, inerente a fenomenologia física em si mesma.


Seja como for, a teoria da relatividade é uma ruptura com o modelo clássico.

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