Pensar Reflexivamente faz diferença nos relacionamentos.

© Sérgio Spritzer, 2021 Uma criança se balança em um galho no alto de uma arvore e chama a mãe: Olha mãe! Veja como sei me balançar, como eu sou forte!


A primeira reação da mãe é a de um susto, ficar brava com o filho e xingar por ser tão imprudente.


Se agir assim, ele ficaria assustado e poderia mesmo cair da árvore. Ela refletiu, imaginou isso tudo e refez a sua resposta agindo da seguinte forma:


Respeitando a intenção e a atitude do filho desde o ponto de vista dele: Que forte tu és meu filho! Agora quero ver a tua habilidade de segurar com firmeza na árvore e descer até aqui. Você pode fazer isso? Claro, vangloriou-se. Depois de estar no chão a mãe pede para ambos, lado a lado, olharem para cima.


Nessa condição ela pergunta ao filho: O que tu achas de estar lá em cima? Ele diz: Poxa, é alto lá, né? E observando a altura, pensa em voz alta: Pode ser perigoso, né mãe? Ele ficou refletindo. O que a mãe fez foi ajudar o filho a entrar em modo reflexivo ao colocar-se no lugar dela com as intenções dela, respeitando o lugar dele com as intenções dele.


O processo reflexivo acontece quando as pessoas podem colocar-se não só na posição do outro desde o plano das vontades e intenções até o do comportamento, podendo então vislumbrar resultados desejados em comum.

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