Qual é o futuro do trabalho em tempos de transformação digital?

Atualizado: 29 de Out de 2019





Estamos bastante atentos e preocupados com os efeitos das transformações sociais e pessoais em uma sociedade cada vez mais dependente da tecnologia.  Somos inteligentes para fazer coisas que tenham resultados práticos, mas também para sentir e dar sentido.          

Afinal o que queremos com os resultados é dar um sentido mais qualificado para nossas vidas. Resultados não têm sentido em si mesmos.  


Assim, cada vez mais vamos trabalhar no que gostamos, da forma que nos interessa e com pessoas que também nos interessam. Compraremos e venderemos o que realmente dá sentido para nós e para quem, do outro lado, encontrar sentido no que oferecemos, vendemos ou fazemos. 


Muitos se perguntam: haverá novas formas de emprego e trabalho com pessoas gerenciando máquinas cada vez mais sofisticadas e diferentes das máquinas tradicionais? O futuro será uma espécie de “Admirável Mundo Novo” (como no famoso livro de Aldous Huxley há mais de um século) onde as pessoas se dedicam ao lazer e à convivência, enquanto as máquinas sem encarregam de desenvolver esse mundo paradisíaco, inclusive "melhorando" a nossa própria genética? Essa condição está longe de ser nova.  Os cidadãos gregos da antiguidade iam as praças refletir sobre a vida na polis, enquanto seus escravos cuidavam do trabalho sujo e repetitivo, e a as mulheres da criação dos filhos. 


É preciso perceber a diferença entre sistemas cibernéticos inteligentes para processar informações e sistemas humanos que tratam de processar os sentidos, motivos, desejos e intenções. Pergunte à um sistema de inteligência artificial o que ele quer executando uma certa tarefa e ele não terá uma resposta. Se um programador esperto instruir para que ele responda a partir de um leque de opções, pergunte como tal inteligência construiu esse leque de opções e aparecerá detrás delas a motivação e o desejo do programador, não da máquina. 


Você, ser humano, é movido pela busca de sentidos. Você conta histórias e quer saber qual o sentido que ela faz para si e para o outro. A tarefa é um meio de promover o relacionamento. É ele que faz ou não sentido. Por exemplo, quando convida alguém para tomar um café ou algo assim, o que define o sentido do encontro é a possibilidade de conversarem, ou seja interagirem em busca de fazer novos sentidos em comum e não simplesmente realizar a tarefa de tomar o café. Quando pessoas vão a reuniões de trabalho, a eventos culturais, científicos, religiosos, sociais ou políticos, não é o conteúdo do evento que está em causa, pois ele poderia ser facilmente compartilhado entre as pessoas sem precisar estarem presentes fisicamente juntas. O que importa é, assim, a experiência relacional.

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